Da roça para os Tribunais


Toda história tem um começo e a minha se deu em Goiás. Nascido em Goiânia e crescido em Anápolis, confesso que nem sempre as coisas foram fáceis. Hoje você vê o advogado, mas antes tive de avançar numa jornada fantástica.


Então isso aqui, que pode ou não ter sido baseado em fatos, se dedica a te contar como tudo aconteceu. E independente de tudo te prometo só uma coisa: a verdade.


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Happy Hour do dia 21/07/2022


Sei que muita gente não vai se interessar por minhas palavras. Minha vida não é do tipo legal que chama a atenção das pessoas. Mas estou convencido que algumas poucas talvez até se identifiquem com o que vou contar. E como eu disse, eu prometo a verdade e não uma história cheia de emoções ou desfechos surpreendentes.


Já falei que sou de Goiás, né? Vivi na roça alguns bons anos e confesso que tenho um pouco de saudade disso. Acordar cedo, tirar leite, limpar o material, medicar as poucas vaquinhas que tínhamos e andar a cavalo com o vento no rosto para fazer a lide do campo. É confortável ter uma rotina cheia de certezas.


Estudei em escolas públicas. Em algumas fiz amigos que tenho até hoje.


Frequentei um colégio estadual no Parque Atheneu em Goiânia, quando vim de Anápolis para cá. Lembro na minha inocência de criança que como as ruas eram asfaltadas, achei que tínhamos ficado ricos. Doce ilusão, né? Vivia numa casa simples, sem muros, daquelas bem padronizadas de conjunto habitacional. Mas o simples fato de agora ter asfalto mudava toda a minha autoidentificação social.


Acredito que isso diz muito sobre como foi minha infância.


Trabalhando de dia e estudando a noite, fiquei uns tempos pelas ruas de Goiânia empurrando caixas em carrinhos de mão, carregando caminhões, suprindo prateleiras e fazendo todo tipo de serviço que aparecia. Aos 14 tive minha carteira de trabalho assinada pela primeira vez.


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Fiz segundo grau em colégio técnico e aos 18 anos entrei na faculdade. Queria poder dizer foi uma faculdade de ponta que me daria uma ótima formação, mas eu não tinha instrução suficiente para competir por uma vaga nesses lugares. Estudei nem uma instituição bem mais modesta e ainda assim tive dificuldade para me formar.


Fui o primeiro da minha família a fazer faculdade e tenho orgulho de ter inspirado vários depois. Não consegui aprovação na OAB de primeira. Não tive a chance de fazer bons estágios ou trabalhar em escritórios importantes. Na verdade, não havia muito planejamento naquela época e eu seguia apenas avançando os degraus que a vida permitia.

E foi assim que em 2006 me tornei advogado: aos trancos e barracos. Depois disso, fiz outra faculdade, seis especializações, escrevi livros, pesquisas e estudei muito, até supri qualquer deficiência que muitos viam em minha formação. Hoje sou referência e tenho comigo uma legião de clientes, alunos e amigos que confiam em meu trabalho e enchem a internet de avaliações positivas.


Somos uma legião que acredita que pode mudar a vida das pessoas através do Direito e da educação.



Posse nas comissões de Ensino Jurídico e Previdência Social da OAB/DF

Em 07/02/2022 o advogado Marco Alves tomou posse nas comissões de Ensino Jurídico e Previdência Social da OAB/DF.

Inscrito para discursar em nome dos compromissandos, gravou suas palavras.

Sabia que ele foi abandonado na rua quando era criança? Veja o desfecho.




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